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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Tributo ao “Natural”

Depois de duas tentativas, parece que desta vez é verdade. Aos 47 anos, rico e famoso, Randy Couture decidiu que não tem mais necessidade de ficar levando soco (e chute) na cara de oponentes 15 anos mais jovens. Dono da Xtreme Couture, um centro de treinamento de primeira linha, único atleta a ter conquistado cinturão dos pesados e meio-pesados do UFC e integrante do Hall da Fama da maior organização do MMA mundial, o “Natural” resolveu se aposentar para cuidar da vida fora do octógono.

A equipe do MMA Brasil se juntou para render uma justa homenagem ao “Capitão América”, sem dúvida um dos maiores nomes da história do MMA mundial.
A primeira vez que o MMA brasileiro “caiu do cavalo”

Por Alexandre Matos

Eu poderia falar sobre o cara que ignorou a barreira do tempo para fazer sucesso num esporte profissional de alto rendimento depois dos 40 anos. Mas uma passagem da carreira do Couture me marcou. O UFC 15 registrou o primeiro duelo dele contra a nova sensação Vitor Belfort. Então com 34 anos, imaginei que Randy não seria páreo para o dínamo de 20 anos que assobrara o mundo no UFC 12 e 13, e que dava sequência ao domínio brasileiro iniciado por Royce Gracie e Marco Ruas. Mas Couture me mostrou que o Brasil não era invencível no novo esporte. Mais do que isso, provou que os wrestlers dariam muito trabalho aos nossos faixas pretas de jiu-jitsu dali em diante. Circulando para longe do temido punho esquerdo do “Fenômeno” e encurtando o espaço com o clinch e o dirty boxing que o tornariam famoso, Randy surrou Vitor e fez me ligar na dura realidade pela primeira vez no MMA.
A “nova” cara do MMA

Por Diego Maka

O “Natural” Randy Couture foi um cara que fez muito bem para o nosso esporte, tanto dentro quanto fora do cage. Estreou no octógono do UFC com 33 anos, idade com a qual muitos lutadores já estão pensando em parar. Mas idade nunca significou muita coisa para Couture. O “Capitão América” trouxe uma abordagem nova para o MMA, com muita estratégia, análise do oponente, plano de jogo e um nível de luta greco-romana nunca antes visto no octógono. Além disso, ajudou a mudar a imagem do lutador de MMA nos Estados Unidos, e com todo seu carisma, simpatia, trabalho duro e respeito aos adversários, conquistou uma legião de fãs e foi a cara do esporte no país por muitos anos. Por tudo isso, Randy Couture será sempre lembrado com muito carinho por todos os fãs do nosso esporte.
Um atleta de verdade

Por Diogo L. de Souza

O apelido dado a Randy já resume o atleta nato que sempre foi e sempre será lembrado. Três vezes campeão dos pesos pesados e duas vezes dos meio-pesados carimbam uma carreira de sucesso de uma lenda do MMA e do esporte.

Atleta versátil e dono de um dos ground and pounds mais poderosos do MMA (comprovado pelo National Geographic Channel) Randy marcou história em inúmeras batalhas dentro do octagon. Com Rodrigo Minotauro no UFC 102 fez um dos duelos que serão sempre lembrados por todos que vivem o MMA. O próprio Rodrigo admite: “A cotovelada do Randy Couture foi a mais forte que já levei. O cara é muito bom!”

Randy deixa um legado para os novos talentos do MMA como um “cara” fora do comum, de condicionamento invejável e fora dos padrões do esporte. Só temos a agradecer toda a contribuição positiva deste lutador que simbolizou muito bem o significado da palavra “atleta”.

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